O que é MRP, em poucas palavras
MRP vem do inglês Material Requirements Planning. Na prática, é a conta que todo gestor de fábrica já faz de cabeça ou em planilha: "para produzir este pedido, preciso destes materiais; quanto já tenho em estoque; quanto falta comprar; e até quando o material precisa chegar".
A diferença é que, dentro de um ERP, essa conta é feita a partir de dados que se atualizam sozinhos. Cada venda, cada recebimento de compra e cada ordem de produção encerrada muda o saldo, e o planejamento acompanha.
Os sinais de que a sua indústria precisa de MRP
- A produção para porque faltou um componente que ninguém percebeu a tempo.
- O almoxarifado tem material parado que foi comprado "por garantia".
- O comprador depende de perguntar para a produção o que está acabando.
- O custo do produto é calculado uma vez por ano e ninguém sabe se ainda vale.
- O vendedor promete prazo sem saber se há material para produzir.
Se dois ou mais itens dessa lista acontecem com frequência, o problema não é esforço da equipe. É falta de informação conectada.
As quatro peças que fazem o MRP funcionar
1. Ficha de produção correta
A ficha de produção (também chamada de estrutura do produto) lista cada material e a quantidade usada para fabricar uma unidade. É a base de tudo: se ela diz que um produto leva 2 metros de um material e na prática leva 2,3, o MRP vai comprar menos do que a fábrica consome. Revise as fichas dos itens que mais vendem primeiro, com quem está no chão de fábrica.
2. Estoque confiável
O MRP desconta do cálculo o que já existe em estoque. Se o saldo do sistema não bate com o físico, a sugestão de compra sai errada. Inventários periódicos e o hábito de registrar entradas, saídas e perdas no momento em que acontecem são o que dá credibilidade ao planejamento.
3. Demanda registrada
Pedidos de clientes e a previsão de produção precisam estar no sistema, não em mensagens ou cadernos. É a partir deles que o MRP sabe o que vai ser produzido e quando.
4. Compras e recebimentos no mesmo fluxo
Quando a sugestão do MRP vira pedido de compra dentro do ERP, e o recebimento atualiza o estoque na chegada do material, o ciclo se fecha. O planejamento seguinte já parte do saldo novo.
Do pedido ao custo: como o fluxo fica integrado
Em um ERP com produção integrada, o caminho costuma ser este:
- O pedido de venda entra e mostra o que precisa ser produzido.
- O MRP calcula os materiais necessários a partir das fichas de produção e do estoque.
- Compras recebe a sugestão do que falta e gera os pedidos aos fornecedores.
- A ordem de produção é aberta e consome os materiais do estoque.
- O produto acabado entra no estoque e segue para o faturamento.
- O custo é apurado com base no que foi realmente consumido, e os indicadores mostram o resultado.
A vantagem não está em nenhuma etapa isolada, e sim no fato de cada uma usar a informação da anterior sem redigitação.
Checklist: sua indústria está pronta para o MRP?
| Item | Pergunta | Por que importa |
|---|---|---|
| Fichas de produção | As fichas dos principais produtos estão revisadas e completas? | São a base do cálculo de materiais |
| Estoque | O saldo do sistema bate com o físico? Há inventário periódico? | Evita comprar demais ou de menos |
| Demanda | Pedidos e previsão de produção estão registrados no sistema? | O MRP planeja a partir deles |
| Ordens de produção | A produção é controlada por ordens com consumo de materiais? | Mostra o que foi realmente usado |
| Compras | A sugestão de compra vira pedido dentro do ERP? | Fecha o ciclo sem planilha paralela |
| Recebimento | A entrada do material atualiza o estoque na hora? | O próximo planejamento parte do saldo certo |
| Custos | O custo do produto é apurado com base no consumo real? | Preço e margem com números atuais |
| Indicadores | Há painéis com produção, estoque, vendas e financeiro? | Decisão com dado atualizado |
| Acesso | Cada área vê e altera só o que precisa? | Segurança e responsabilidade |
| Implantação | Quem vai configurar e treinar a equipe da fábrica? | Sistema usado de verdade, não só instalado |
Erros comuns ao implantar o MRP
- Ligar o cálculo antes de revisar as fichas de produção. O resultado sai errado e a equipe perde a confiança no sistema logo no início.
- Tratar o MRP como assunto só do PCP. Compras, almoxarifado, vendas e financeiro alimentam e usam o planejamento.
- Ignorar perdas e refugos. Se o consumo real é maior que o da ficha e ninguém registra, o estoque do sistema descola do físico.
- Querer tudo no primeiro mês. Comece pelos produtos de maior giro, valide os números e amplie aos poucos.
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A Athuz é revenda e implantadora do ERPflex, ERP 100% em nuvem para distribuição, indústria e serviços. Para a indústria, o ERPflex reúne planejamento da produção, materiais, ordens de produção, ficha de produção e MRP, junto com estoque e compras, financeiro, fiscal e contábil e apuração de custos e indicadores de desempenho. A venda atualiza estoque, financeiro e fiscal automaticamente, e tudo é acessado pelo navegador, sem servidor local, com controle de acesso por perfil e atualizações contínuas. O ERPflex também está preparado para conversar com ferramentas de automação e produção, logística e transportes, meios de pagamento, CRM e dados e relatórios.
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